De acordo com as pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de três bilhões de pessoas no mundo, entre fumantes e pessoas que respiram passivamente a fumaça,  são afetadas pelos malefícios do fumo.  Para alertar a população sobre a importância de combater o tabagismo, a Santa Casa da Misericórdia de São Paulo estreia uma campanha hoje (03/09), inicialmente nas salas de cinema do Reserva Cultural e do Belas Artes, na cidade de  São Paulo.

Veja o filme:

A ação leva a assinatura da agência Young & Rubicam, que cuida voluntariamente da comunicação do instituto de saúde desde 2004. A produção é da O2 Filmes, também voluntária da Santa Casa. “Esta é uma forma de atingir um número grande de pessoas na conscientização e mostrar o mal que o fumo traz à saúde”, comenta o Dr. Antonio Carlos Forte, superintendente da Santa Casa de São Paulo.

O filme foi produzido com estética cinematográfica e o roteiro foi desenvolvido para que o espectador tenha a ideia de estar assistindo a um longa-metragem. O fim repentino é um recado simples e direto: se continuar a fumar, é bem provável que seu fim seja tão abrupto quanto o do filme. A agência, a produtora e as salas de exibição participam voluntariamente.

Gostei da produção, da ideia básica e da execução. Gostei mais ainda do engajamento dos participantes desta ação e da importância que deram a um assunto tão pertinente. Os governos e as empresas gastam bilhões por ano em tratamento a dependentes e iniciativas assim servem para conscientizar muita gente. O único problema, na minha opinião, é que não foi dessa vez que algo assim me convenceu a parar.

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Faz um tempo eu estava me informando a respeito de redes socias, e algumas outras coisas relacionadas a comunicação principalmente dentro da área de propaganda. Deveria servir para meu mestrado o que de fato não aconteceu, pelo menos não nesse assunto.

Numa destas tantas lidas, me deparei com uma palavra nova que pelo menos eu não conhecia: “orkutização”. Sem entender muito o que significava deixei para lá. Passou outros tantos dias, e li a palavra de novo, desta vez no Twitter, em um retweet de alguém que eu sigo. Cliquei pra ver quem era a pessoa do retweet e lá estava um publicitário, dizendo que os “emoticons” que o Twitter colocava durante a copa, significavam a “orkutização” do twitter. Dizia mais ou menos assim: “emoticons no Twitter? já ouço os usuários de orkut chegando”. Ok, pensei mais a a respeito, li mais alguns comentários do quanto o orkut estava se tornando insuportável devido a grande quantidade de usuários brasileiros que estavam usando a rede de forma banal e comecei a formar uma opinião, mas ainda não estava muito claro. Foi quando identifiquei algo que não previa. Em certo outro tweet que caiu na minha timeline, havia a frase dizendo que o grande problema das redes sociais era a “maldita democratização da era digital”. Fiquei aterrorizado e cheguei a dar um print na tela. Cliquei ali na tal frase pra saber de quem era a frase e ali estava um jornalista. Mesmo que o tom da mensagem possa ser defendido como brincadeira, ela revela alguma coisa: um preconceito velado.

Ainda que o termo não esteja cunhado e concreto no imaginário social e virtual, o que dá pra concluir é que a palavra “orkutização” se refere ao crescimento desproporcional de brasileiros em todas as redes sociais.

Avanço um pouco mais e aqui coloco minha crítica e meu conselho.

A palavra exprime mais do que isso, ela exprime o preconceito de saber que algo que era só seu e de mais alguns amigos agora é do “povo”. A popularização das redes sociais parece que está incomodando. Não entendo este desejo de querer privar as redes socias de alguns usuários. Ainda que seja perceptivel que vivemos num país com baixo índice de leitura e isso é notado pelas próprias redes sociais entre elas claro o orkut, onde são expostos erros crassos de língua portuguesa, ou linguajares chulos de quinta categoria, não dá pra entender a inquietação de alguns setores ligados a comunicação a invasão das classes emergentes sobre as redes sociais. Até onde eu saiba, redes sociais são “SOCIAIS”, foram feitas para qualquer um entrar, desde o intelectual até aquele mais iletrado, qual é o problema? Vi o termo “orkutização” outras vezes na minha timeline, e fiz questão de chamar a pessoa de preconceituosa e sugerir que fizesse uma rede social só sua, e convidasse seus amigos a quem julgasse “próprios” a integrá-la. De fato é um preconceito velado.

Alguém aí pode me dizer se a internet agora é propriedade privada? Seria como o clube de férias onde só entram os de determinada classe ou determinado setor? Será que a internet reverteu os valores que a popularizaram como livre acesso e livre expressão, e justamente a tornaram tão interessante? Não faz sentido.

No lugar de ter este preconceito ou julgar as redes sociais e seus usuários, será que não seria mais proveitoso e produtivo, quem sabe até lucrativo, tentar atingir esse público que está democratizando a rede, e dizendo ou praticamente urrando algo como “ei nós existimos também, porque vocês não criam maneiras de nos atrair para seus produtos?”

Toda a insegurança traz o medo, e o medo leva a agressão daquilo que não se conhece, ou não se entende, ou não se aceita como tal coisa ou alguém é – eis o julgamento antes de conhecer – o preconceito.

No lugar de tentarem desmoralizar algumas redes socias, porque estão lotadas de uma parcela “A” “B” ou “C” de nossas classes sociais, deveríamos tentar entender essas classes. Tenho certeza que aqules que o fizerem, conseguirão lucrar com isso, porque a democratização digital indica entre outras coisas, a ascensão de poderes de consumo. Lucrar e vender, não é esse o intuito de quem trabalha em uma empresa ou com a propaganda? Porque não estudamos estas pessoas, vejamos como são seus desejos e esperanças – seus sonhos, e exploremos este lado com a propaganda. Não é aí que se calca a criatividade das agências? Há um nicho de mercado aumentando vertiginosamente é só aproveitar.
Deixo como se fossem minhas as poucas palavras do filósofo Schopenhauer, que pode servir de melhor conselho do que todo o meu texto:

“Talentoso é aquele que acerta um alvo que ninguém acerta, gênio é aquele que acerta um alvo que ninguém vê” Arthur Schopenhauer


Jacks A “orkutização” das redes sociais e o preconceito velado.*

Jackson Kuntz, 31, é de Florianópolis, formado em História pela UFSC. Atualmente desenvolve projeto para Mestrado em História do Tempo Presente para a UDESC. Escreve geralmente sobre aquilo que lhe apetece. @jacksonkuntz

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  • *O conteúdo deste artigo não necessariamente reflete as opiniões do 30 Segundos.

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    O Emmy Awards 2010, um dos prêmios mais cobiçados da televisão mundial, anunciou na noite de domingo, dia 29 de agosto, os grandes vencedores da sua 62ª edição.

    Entre os premiados deste ano, destaque para a série Breaking Bad, exibida no Brasil pelo AXN. Bryan Cranston foi eleito pelo 3º ano consecutivo o Melhor Ator em Série Dramática, e Aaron Paul venceu na categoria Melhor Ator Coadjuvante.

    Atrações do canal Sony Entertainment Television também se destacaram no Emmy. Top Chef, levou o título de Melhor Reality Show da televisão, e Betty White foi escolhida como Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia por sua participação em Saturday Night Live.

    Para quem perdeu a festa ou quer rever as emoções da noite de entrega do Emmy Awards 2010, o Sony Entertainment Television vai exibir a reprise legendada, no próximo domingo, dia 5 de setembro, a partir das 20h.

    Confira os premiados nas principais categorias:

    Melhor Programa de Reality Show
    “Top Chef”

    top chef thumb 300x225 Breaking Bad e Top Chef são os grandes nomes do Emmy 2010

    Melhor Atriz Convidada em uma Série de Comédia
    Betty White, “Saturday Night Live”

    Melhor Ator de uma Série Dramática
    Bryan Cranston, “Breaking Bad”

    img breaking bad 1 sezon 1 bolum 300x225 Breaking Bad e Top Chef são os grandes nomes do Emmy 2010

    Melhor Ator Coadjuvante em uma Série Dramática
    Aaron Paul, “Breaking Bad”

    Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Comédia
    Eric Stonestreet, “Modern Family”

    Melhor Atriz Coadjuvante em uma Série de Comédia
    Jane Lynch, “Glee”

    Melhor Ator Convidado em uma Série de Comédia
    Neil Patrick Harris, “Glee”

    Melhor Ator de uma Série de Comédia
    Jim Parsons, “The Big Bang Theory”

    Melhor Atriz de uma Série Comédia
    Edie Falco, “Nurse Jackie”

    Melhor Série de Comédia
    “Modern Family”

    Melhor Atriz Coadjuvante em uma Série Dramática
    Archie Panjabi, “The Good Wife”

    Melhor Ator Convidado em uma Série de Dramática
    John Lithgow, “Dexter”

    Melhor Atriz Convidada em uma Série Dramática
    Ann-Margret, “Law & Order: SVU”

    Melhor Atriz de uma Série Dramática
    Kyra Sedgwick, “The Closer”

    Melhor Direção de uma Série Dramática
    Steve Shill, “Dexter”

    Melhor Série Dramática
    “Mad Men”

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    Lá vem a quarta edição do prêmio Yahoo! Big Idea Chair no Brasil. A charmosapremiação para o mercado publicitário é realizada em 13 países. Para a promoção do lançamento, a agência Tudo criou a “Little Kids, Big Ideas”, uma mini agência formada por mini pessoas.

    4851015727 f86bd5907d Yahoo! lança agência só de crianças para divulgar Big Idea Chair

    Crianças de 7 a 12 anos, que  precisam responder àquela clássica pergunta, ligeiramente reformulada:  “O que a sua ideia quer ser quando crescer?” Esse web reality foi ao ar nessa segunda (2 de agosto, dia do meu aniversário), no site bigideachair.com.br. E nas próximas semanas serão lançados novos episódios.

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    A mecânica é simples como uma brincadeira: A criançada recebe briefings de ações sociais e criam campanhas integradas, e as apresentam através de desenhos.  Para selecionar o time criativo, a agência realizou dinâmicas de grupo com mais de 100 crianças para avaliar criatividade, personalidade e desenvoltura. Ao final, 5 foram selecionadas.

    4851669582 3ce1722064 Yahoo! lança agência só de crianças para divulgar Big Idea Chair

    O Yahoo! Big Idea Chair já está com as inscrições abertas, e são aceitos cases de comunicação integrada que tenham incluído a internet na sua execução. As incrições são gratuitas e encerram no dia 29 de agosto.

    Saiba mais. Visite: bigideachair.com.br

    E acompanhe o prêmio pelas redes sociais envolvidas: Twitter, Flickr, Youtube, Meme, Facebook

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    Preciso falar que todo mundo pensa em sexo? E se eu falar que pensamos em sexo o tempo todo estarei sendo leviano? Mas então, o que acontece com a sociedade quando vê um par de seios em um desenho de rótulo de cerveja? Questões morais, que nem o mais moralista saberia explicar o porquê de ainda existirem.

    Mas, como em toda sociedade muitas vezes hipócrita, há algumas contradições. Aceitamos bem a nudez quando é considerada artística. Obras de arte e fotografias estão espalhadas por aí e não me deixam mentir. Agora quando você pega uma marca mundialmente famosa, uma super modelo pagando peitinho, milhares de dólares de receita e faz um filme em preto e branco, cheio de cortes secos você pode chamar de arte?

    Veja o filme e me diga:

    Tudo bem, foram centésimos de segundo dos belos seios da Lara Stone, mas isso é bem mais substancial do que um desenho, não? Ah, esqueci. É arte! E os moralistas podem ficar tranquilos porque este filme para a Calvin Klein não vem para o Brasil.

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